10 | CRUZEIROS INTERNACIONAIS eu já observava a basílica no alto da colina. Notre-Dame de la Garde é conhecida como a protetora dos navegantes, uma ajuda que mal não faz para quem ama cruzeiros. A próxima parada foi o Vieux-Port, o Porto Velho, coração histórico da cidade desde a Antiguidade. A paisagem é dominada pela Cathédrale de la Major. Gigantesca, com suas faixas alternadas de pedra clara e verde, ela parece uma construção saída de Constantinopla e não exatamente da França. Dali, seguir para o bairro de Le Panier é quase obrigatório. O mais antigo de Marselha parece um labirinto mediterrâneo de ruas estreitas, pequenas escadarias, roupas penduradas nas janelas e fachadas coloridas castigadas pelo tempo. Quando abri as cortinas naquela manhã e saí na varanda da minha cabine no MSC Splendida, lá estava ela: a enorme placa escrita “Marseille”, na grafia local e um tanto desalinhada. Eram exatamente 7h34 quando gravei um vídeo da aproximação. Existe algo de muito forte em chegar a Marselha pelo mar. A cidade parece ter sido feita exatamente para esse tipo de entrada. Era a primeira parada do navio e eu refletia sobre a importância do Mediterrâneo na história da humanidade. Foram por aquelas águas que eu começava a cruzar que circularam fenícios, gregos, romanos, egípcios, árabes, venezianos, otomanos e inúmeros outros povos que trocaram mercadorias, crenças, idiomas, técnicas de navegação, alimentos, ideias filosóficas e conhecimentos científicos. Foi ali que marinheiros gregos fundaram Massalia há cerca de 2.600 anos. O lugar que mais me marcou em Marselha foi mesmo Notre-Dame de la Garde. Desde o navio, ainda durante a chegada ao porto, Entre fortalezas, igrejas e vielas históricas, a mais antiga cidade da França revela sua eterna ligação com o mar Marselha | MSC SPLENDIDA A Cathédrale de la Major marca a entrada do centro histórico de Marselha Entre barcos e iates, o Porto Velho preserva a vocação marítima de Marselha
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