Em 1969, diante das ruínas do Castelo Garcia D’Ávila, o empresário Klaus Peters avistou a então Fazenda Praia do Forte e enxergou ali o início de um sonho visionário: criar um empreendimento turístico sustentável que convivesse em harmonia com a natureza exuberante e a cultura da vila de pescadores. Esse sonho começou a tomar forma em 1985 com o Praia do Forte Ecoresort. O projeto, assinado pelo arquiteto Wilson Reis Netto, já nascia com uma ideia à frente de seu tempo: provar que sofisticação e preservação não apenas podiam coexistir, como juntas criavam um novo modelo de turismo para o Brasil. Em 2025, o resort celebra quatro décadas de uma trajetória marcada pelo compromisso com a sustentabilidade. Localizado a apenas 50 minutos do aeroporto de Salvador, em uma área total de 300 mil m², o Ecoresort sempre teve como premissa colocar a natureza como protagonista. Não por acaso, menos de 20% do terreno foi ocupado, preservando a vegetação nativa que faz da Praia do Forte um santuário ecológico. Regras pioneiras garantiram que nenhum edifício ultrapassasse a altura de um coqueiro adulto, num gesto simbólico de reverência ao ambiente. Cada coqueiro removido daria lugar a três novas árvores nativas, numa lógica de regeneração que se tornaria marca registrada do empreendimento. Para completar, os terrenos dos pescadores que estavam na área foram cedidos com a condição de que não fossem vendidos, impedindo a descaracterização da vila e preservando sua identidade da cultura caiçara do vilarejo. A criação da Fundação Garcia D’Ávila foi outro O resort combina arquitetura aberta e integrada com a natureza, valorizando elementos naturais que se harmonizam perfeitamente com a paisagem ao redor viajeMais | 103
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