revistaviajemais www.revistaviajemais.com.br MAIS VIAJE No 297 Ano 26 R$ 34,90 MALTA ESTÁ EM ALTA! UM ROTEIRO DE 7 DIAS POR CIDADES MEDIEVAIS, CASTELOS E PISCINAS NATURAIS EM UM ARQUIPÉLAGO PERTINHO DA ITÁLIA AS LINDAS PRAIAS DE BOMBINHAS PERTO DE FLORIPA RESORT DE LUXO NA REPÚBLICA DOMINICANA TUDO PARA VOCÊ CURTIR O MELHOR DE CHICAGO UM RESORT ESTILO ITALIANO EM ÁGUAS DE LINDÓIA EDITORA EUROPA Destinos Chicago • Nova York • República Dominicana • Valeta • Mdina • Rabat • Marsaxlokk • Sliema St. Julian’s • Victoria • Rio de Janeiro • Canela • Águas de Lindóia • Bombinhas • São Sebastião A cidade de Valeta, em Malta
VIAJEMAIS | 3 DIVULGAÇÃO VOCÊ TAMBÉM ENCONTRA AS EDIÇÕES DA REVISTA VIAJE MAIS NAS PLATAFORMAS DIGITAIS: Euroclube • Tim Banca • Claro Banca Oi Revistas • Clube de Revistas • Bancah Uol Banca • Zinio • Nuvem do Jornaleiro Revistarias • Mais Banca • Magzter • Ubook Bookplay• Amazon Prime • Pressreader CAVALEIROS DA REDAÇÃO Roberto Araújo, Tales Azzi e Vera Grandisky Lerner. Colaboraram nesta edição: Aida Lima e Paulo Basso Jr. EDITORA EUROPA CASTLE Anderson Cleiton, Anderson Ribeiro, Angela Taddeo, Beth Macedo, Elisangela Xavier, Fabiana Lopes, Fabiano Veiga, Jeff Silva, Laura Aguirre, Laura Araújo, Lourival Batista, Luiz Siqueira, Maitê Marques, Marco Clivati, Mauricio Dias, Paula Hanne, Paula Orlandini, Renata Kurosaki, Tania Roriz e Valerio Romahn NOSSO E MAIL revistaviajemais@europanet.com.br ANUNCIE publicidade@europanet.com.br A REVISTA VIAJE MAIS é uma publicação da EDITORA EUROPA Ltda. (ISSN 1519-3268). Malta ................................................. 14 Chicago ............................................. 44 República Dominicana .................. 66 Bombinhas ....................................... 76 Villa di Mantova Resort ................. 92 Malta ILHA DOS PRAZERES Você pode já ter rodado pela Europa inteira, mas pode ter certeza: vai car embasbacado quando chegar a Malta. O arquipélago no Mediterrâneo, a cerca de 80 km da Sicília, guarda uma combinação fabulosa de cidades medievais e um litoral cristalino quase surreal. O país da Cruz de Malta, formado por três ilhas, tem mais de 6 mil anos de história em forma de castelos, fortalezas, igrejas barrocas e sítios arqueológicos mais antigos do que as Pirâmides do Egito. Estar diante desse patrimônio é algo muito emocionante. E a experiência se completa com os passeios de barco para explorar as lindas paisagens costeiras das ilhas, com dezenas de piscinas naturais de água turquesa e enseadas escondidas por falésias imponentes. Na reportagem de capa desta edição você vai conhecer um roteiro perfeito pelo país, que se encaixa em uma semana de viagem e inclui não apenas os passeios essenciais mas as pequenas descobertas que fazem toda a diferença. @talesazzi - Editor @revistaviajemais VIAJEMAIS revistaviajemais www.revistaviajemais.com.br |SUMÁRIO| EDIÇÃO 297 | FEVEREIRO 2026 PAULO BASSO JR DIVULGAÇÃO SETUR BOMBINHAS PARA ASSINAR E COMPRAR ÓTIMOS LIVROS, REVISTAS, COLEÇÕES E ENCICLOPÉDIAS Ligue para (11) 3038-5050 / (11) 95186-4134 www.europanet.com.br atendimento@europanet.com.br SEDE Rua Alvarenga, 1.416 São Paulo - SP CEP: 05509-003 IMPRESSÃO Coan Indústria Gráfica Ltda. EDITORA EUROPA Fundada por Aydano Roriz Publicando livros e revistas desde 1986 w República Dominicana Bombinhas Chicago JAVARMAN _SHUTTERSCOTCK
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6 | viajeMais AMSC Cruzeiros anunciou melhorias na Ocean Cay MSC Marine Reserve, a ilha privativa da companhia nas Bahamas no roteiro dos cruzeiros pelo Caribe. A principal novidade é a ampliação do píer, com conclusão prevista para o fim de 2027, permitindo que dois navios atraquem ao mesmo tempo e tornando o desembarque mais ágil. Inaugurada no final de 2019, Ocean Cay nasceu de uma transformação simbólica: a área, antes ocupada por uma instalação |MUnDO DOs CrUZeirOs| Novas experiências na ilha privativa da MSC nas Bahamas A Ocean Cay MSC Marine Reserve vai ganhar novos restaurantes, mais atividades para crianças e um píer ampliado para receber dois navios ao mesmo tempo industrial, virou um refúgio exclusivo de águas cristalinas e praias de areia branca, alinhado ao compromisso da companhia com a conservação marinha. Hoje, são mais de três quilômetros de litoral preservado, distribuídos por oito praias, com tudo pensado para o hóspede circular com conforto: sete bares espalhados pela ilha, o Seakers Food Court para refeições casuais, food trucks e uma boa lista de atividades aquáticas. Para quem gosta de explorar, há excursões que vão do snorkel e esportes náuticos à subida no farol — sem falar na observação da fauna local. A partir do fim de 2027, a experiência ganha novos capítulos: entram em cena quatro novos restaurantes (serão sete opções gastronômicas no total), incluindo um espaço de especialidades e buffets. A área Seakers Cove vira a praia oficial das famílias, com playground, circuito de cordas com elementos aquáticos e jogos para todas as idades. Já quem prefere sossego terá a nova Paradise Sands, uma praia exclusiva para adultos. Também haverá mais cabanas para aluguel e uma novidade voltada para a educação ambiental: a experiência“Shifting Perspective”, com atividades de conservação, como restauração de corais e exploração interativa do ecossistema oceânico da ilha. a Seekers Cove Beach será a praia oficial das famílias e vai ganhar novas atrações como playground e jogos para todas as idades a Paradise Sands vai ganhar cara nova e será a praia exclusiva para adultos Fotos Divulgação
viajeMais | 7 A MSC Cruzeiros realizou o primeiro embarque de sua história em Balneário Camboriú a bordo do MSC Preziosa e programou, para a temporada 2025/2026, nove saídas da cidade com itinerários de sete noites com paradas em Punta del Este e Buenos Aires. Com essa novidade, a companhia passa a oferecer embarques em seis portos brasileiros: Santos, Rio de Janeiro, Salvador, Maceió, Itajaí e, agora, Balneário Camboriú.“Essa nova operação contribui para o desenvolvimento do turismo na região, consolidando o Sul como um polo estratégico dentro da operação da MSC Cruzeiros na América do Sul”, afirmou Ignacio Palacios, Diretor Comercial e Revenue da MSC A variedade de roteiros da MSC nesta temporada, que segue até meados de abril, vai desde minicruzeiros de três noites até Temporada de cruzeiros repleta de novidades Novos embarques em Balneário Camboriú e campanhas de promoção relâmpago impulsionam os cruzeiros da MSC na temporada pela América do Sul viagens mais longas, de sete noites por grandes destinos da costa brasileira, como Rio de Janeiro, Búzios, Ilhabela, Angra dos Reis, Ilha Grande. A MSC é a única que tem roteiros pelo Nordeste do Brasil, com Salvador, Maceió e Ilhéus. Para impulsionar as vendas, a companhia tem apostado em frequentes promoções relâmpagos, que são excelentes oportunidades para viajar mais gastando menos. As promoções focam em gratuidades para 3º e 4º hóspedes na mesma cabine, ideais para famílias e grupos de amigos aproveitarem uma viagem juntos. Há também promoções com upgrade de cabine (varanda pelo preço de interna), pacotes de bebidas incluídos na reserva sem pagamento extra e descontos de até 30% em roteiros selecionados. As ofertas costumam ser lançadas com duração de poucos dias. Para ficar sabendo das promoções entre no site www.msccruzeiros.com.br e forneça um e-mail (no final da página) para receber a newsletter com todas as novidades da companhia. Desde janeiro, Balneário Camboriú passou a ser o sexto ponto de embarque dos cruzeiros da MSC no Brasil Promoções relâmpago dão pacotes de bebidas, gratuidade para 3o e 4o passageiros e upgrade de cabine (varanda com preço de interna) Fotos Divulgação
8 | viajeMais EMIRATES FAZ 40 ANOS Em 2025, a Emirates completou 4 décadas de operação e celebrou os 55,6 milhões de passageiros transportados ao longo do ano em 180.580 voos. No ano passado a companhia agregou 16 aeronaves A350 a sua frota. JETSMART LANÇA RIO-ASSUNÇÃO A companhia low cost iniciou voo direto entre o Rio de Janeiro e Assunção, com três frequências semanais — às segundas, sextas e domingos —, duração média de 2 horas e 40 minutos. Este novo voo para Assunção marca a sexta operação da companhia a partir do Rio de Janeiro, somando-se às rotas já existentes para Montevidéu, Santiago, Buenos Aires, Córdoba e Mendoza. DE SALVADOR PARA A CIDADE DO PANAMÁ A Copa Airlines retomou as operações em Salvador com uma rota para a Cidade do Panamá, o que facilita o acesso de viajantes do Nordeste para mais de 80 destinos nas Américas operados pela Copa Airlines. O voo de saída |aerOneWs| de Salvador opera às segundas, terças, quintas e sábados, partindo às 01h25 da manhã e chegando ao Panamá às 06h40, horário ideal para conexões matinais para destinos no Caribe e Estados Unidos. Já o voo de retorno do Panamá para Salvador ocorre às segundas, quartas, sextas e domingos, decolando às 15h58 e aterrissando na capital baiana às 00h25 do dia seguinte. UPGRADE NO SERVIÇO DE BORDO A Turkish renovou o serviço de bordo na Classe Econômica em voos de média e longa duração. Entre as novidades: bandejas maiores, três opções de pratos quentes, maior oferta de bebidas, toalhas quentes e variedade maior de pães. Na Classe Executiva, um menu digital foi integrado ao sistema de entretenimento. PRÓXIMA PARADA: BAHAMAS A Copa Airlines ampliou para seis voos semanais para Nassau, nas Bahamas, partindo do Panamá. O país não exige visto de brasileiros e oferece praias maravilhosas em suas 16 ilhas-destino. MAIS VOOS DA TAP PARA EUROPA A TAP Air Portugal reforçou suas operações entre o Brasil e a Europa para a temporada de inverno no hemisfério norte, e aumentou de 87 para 91 seus voos semanais que partem de 13 capitais brasileiras. marco ritZki_shutterstock Novidades da aviação para viajantes antenados Emirates, companhia de Dubai, celebrou 40 décadas inauguração da rota rio- -assunção pela JetSmart Copa amplia para seis voos semanais para nassau, nas Bahamas, saindo da Cidade do Panamá Copa airlines retoma voos de Salvador para a Cidade do Panamá Turkish melhora o serviço de bordo da classe econômica Fotos Divulgação
viajeMais | 9 o novo mirante abre uma nova perspectiva para admirar a Times Square O Viewing Deck fica instalado em passarela no 19o andar do edifício One Times Square O One Times Square, aquele prédio da bola brilhante que desce na cerimônia de Réveillon na praça mais famosa de Nova York, foi transformado em um centro de experiências turísticas com museu imersivo, mirante e elevador panorâmico. A principal atração é o Viewing Deck, instalado em uma passarela a 19 andares acima do vai-e-vem da Times Square. Lá em cima, a proposta é entregar o que o viajante mais quer: visão panorâmica e foto sem obstrução. O deck tem guarda-corpos de vidro para não atrapalhar as fotos dos visitantes e inclui um trecho com piso de vidro, para aquela sensação de frio na barriga ao caminhar nas alturas. O novo mirante é o ponto alto da experiência batizada Times Travel, que se estende por Um novo ângulo para a Times Square O edifício One Times Square inaugura um centro de experiências e um novo observatório sobre a praça mais famosa do mundo |neW YOrK| diferentes andares e conduz os visitantes por uma exposição multimídia (com recursos de realidade virtual) que conta a história do edifício, da Times Square e da tradição da contagem regressiva que rola ali na véspera do ano novo. Outro espaço, o Ever, é voltado para cerimônias de casamento, renovação de votos e celebrações intimistas tendo a Times Square de cenário ao fundo. Os eventos tem preços a partir de US$ 500, em um formato de celebração de 30 minutos (e com limite padrão de até 10 convidados). A abertura completa do One Times Square para o público é anunciada para 2026 sem a data definida. Mas os ingressos já estão sendo vendidos a partir de US$ 28. Mais informações em www.onetimessquare.com. Fotos Divulgação
10 | viajeMais Duke Beach Maresias Conhecemos o mais novo hotel na Praia de Maresias, que elevou o nível de conforto no litoral norte paulista O lugar ainda guarda o ar de novidade. Fachadas impecáveis, móveis sem marcas de uso e aquele discreto cheiro de tinta fresca que denuncia o frescor de um espaço recém-inaugurado. Com a proposta adult only, o Duke Beach Hotel Maresias foi pensado para casais, seja em uma lua de mel, uma celebração a dois ou simplesmente um fim de semana de descanso. Mais do que um hotel novo, o empreendimento idealizado pelo empresário Fábio Duque sinaliza uma nova fase do turismo de alto padrão no litoral norte paulista.. O Duke Beach Maresias conta com 33 suítes distribuídas entre dois edifícios, o Praia e o Lago, que são separados pela pista da Rodovia Rio-Santos. O Edifício Lago, voltado para a montanha, tem ambientes mais tranquilos e reservados, com suítes automatizadas e ofurôs privativos. Alguns quartos dão vista para um lago artificial. Já o Edifício Praia acompanha o movimento natural da Praia de Maresias. À beira-mar, reúne o Espreguiçadeiras acolchoadas e chaise lounges ao lado da piscina do edifício Praia Por Aida lima
viajeMais | 11 restaurante principal, bar e áreas de lazer, como a piscina de borda infinita e uma ampla jacuzzi aquecida para relaxar vendo o pôr do sol. Ambos os edifícios compartilham o mesmo padrão de conforto: roupões macios e enxoval de 600 fios egípcios, além de colchões Zissou, feitos com espuma de memória que se adapta ao corpo e proporciona a sensação de abraço. Ainda no quesito conforto, o Duke Beach Maresias oferece menu de travesseiros e amenities da elegante marca L’Occitane. A ausência de crianças no hotel, que é exclusivo para adultos, reforça a atmosfera de tranquilidade. Mas as crianças não são proibidas: em ocasiões especiais o Duke permite hospedagem de famílias. Em um teste que deu muito certo, os pequenos puderam aproveitar a hospedagem no período do Natal, e essa iniciativa deve ser repetida neste fim de ano. A gastronomia é um dos pontos altos da hospedagem. A cozinha aposta no conceito surf and turf, que mescla carnes e frutos do mar em pratos autorais. As entradas trazem petiscos saborosos e muito bem servidos. Vale provar a irresistível porção de lula à dorê, com lulas empanadas e fritas, bem sequinhas (R$ 108); ou a lula à provençal, servida salteada com ervas da Provença, alho, vinho branco e tomatinhos (R$ 87). A carta de bebidas do Bar Autoral inclui mais de 50 opções entre coquetéis clássicos, como o icônico Cosmopolitan (R$ 50), e criações exclusivas, como o Duke Beach, preparado com gim, licor e xarope de tangerina, suco de limão e hortelã (R$ 63). O café da manhã é outro acerto: nada de buffet, mas torres individuais à mesa, com pães, frutas e frios apresentados com cuidado quase artesanal. É um toque que O hotel conta com 33 suítes em dois edifícios, o Praia e o Lago, que são separados pela pista da rodovia Rio-Santos E que tal essa piscina debruçada sobre a Praia de Maresias? Um dos prédios tem uma piscina em formato de lago em sua área central Fotos Divulgação
12 | viajeMais combina hospitalidade e consciência, com menos desperdício e mais atenção à cada hóspede. Já o SPA by Renata França oferece, além de massagens e tratamentos, uma academia com equipamentos da marca Life Fitness e quadra de beach tennis com areia especial que não esquenta muito e não queima os pés. Outro diferencial do Duke Beach Maresias é o olhar para a sustentabilidade. O hotel faz o tratamento da água utilizada sem uso de produtos químicos, utiliza energia gerada en painéis solares próprios e incluiu carregadores para veículos elétricos, o que ainda é raro na região de Maresias. Em expansão, o grupo já projeta uma terceira fase, com um pequeno shopping e casas de temporada com serviço de hotelaria. Porção de lula à dorê e a lula à provençal com tomatinhos, especialidades do restaurante do hotel O Duke Beach Maresias serve café da manhã à la carte e com vista para o mar Na estrada com o Haval H6GT A jornalista Aida Lima fez a viagem até Maresias a bordo do Haval H6 GT, SUV híbrido da GWM que combina potência e silêncio absoluto. O carro tem 393 cv e tração integral inteligente, o que garante segurança nas curvas e firmeza nas subidas da serra. Mesmo com esse desempenho, o modelo roda mais de 100 km apenas no modo elétrico, o que o torna ideal tanto para trajetos urbanos quanto para escapadas de fim de semana. O veículo tem bancos em couro ecológico ventilados, teto panorâmico, carregador por indução e um painel de 12,3”que reúne todas as informações com design limpo. Quanto à segurança, o modelo inclui 12 sensores, cinco câmeras externas e condução semiautônoma - o carro praticamente dirige sozinho em estradas longas. Ele freia, acelera e se mantém na faixa ao menor sinal de desatenção do motorista. Fotos Divulgação
viajeMais | 13 |entrevista| Qual é o momento da JetSmart no mercado brasileiro atualmente? É muito positivo. A JetSmart foi nomeada a Melhor Companhia Aérea Low Cost da América do Sul pelo prêmio Skytrax World Airline Awards 2025. Temos a maior e mais nova frota do continente no mercado low-cost. Então essa combinação de bons aviões e novas rotas, além dos preços mais baratos das passagens, nos deram uma ótima recepção no Brasil. O ano de 2025 foi muito importante para a JetSmart no mercado brasileiro e a companhia teve um crescimento muito forte. Foram abertas 5 novas rotas internacionais a partir do Brasil. Três delas conectam o Rio de Janeiro com Córdoba, Mendoza e Assunção. Lançamos também a rota Buenos Aires-Natal e Buenos Aires– Recife. E voltamos a fazer Santiago–São Paulo sazonalmente durante a temporada de neve. No total já são 10 rotas internacionais do Brasil com outros destinos da América do Sul. Quais seriam as principais rotas operadas pela JetSmart no Brasil? Temos voos diretos de Foz de Iguaçu a Santiago. Também há voos de Florianópolis para Santiago e Buenos Aires. Do Rio de Janeiro, há rotas para Buenos Aires, Montevidéu, Assunção, Córdoba, Mendoza e Santiago. O preço das passagens é realmente diferenciado na JetSmart? Sim, muito conveniente para o passageiro. Conseguimos lançar tarifas muito competitivas em aviões novos, o que também é uma novidade para o mercado. Com a vantagem extra da conectividade que a companhia oferece para quem pretende ir a outras cidades da América do Sul. A partir de Santiago e Buenos Aires, o brasileiro pode acessar muitos outros destinos em nove países. Temos operação doméstica na Argentina, Chile, Peru e Colômbia. Por exemplo, no caso de Argentina, há muitos voos da JetSmart para a região sul do país. Sabemos que o brasileiro gosta muito de Bariloche. Então, trabalhamos para que não só essas 10 rotas se conectem com os brasileiros, mas também todas as outras redes domésticas atendidas pela companhia. Qual é o plano de crescimento? Quantas rotas a JetSmart gostaria de operar no Brasil? Muitas mais. Só em 2025 lançamos 5 rotas. Constantemente, estamos apostando em novos mercados e há muito espaço para crescer no mercado do Brasil. A decisão que tivemos em 2025 de iniciar as operações para o Nordeste, atendendo a Recife e Natal, foi muito importante e queremos consolidar essas operações. Não apenas lançar novas rotas, mas aumentar as frequências das que já foram implementadas. JetSmart cresce no Brasil e dobra operações em um ano A principal companhia área low cost da América do Sul ampliou para 10 o número de rotas diretas a partir do Brasil e iniciou operações em Recife e Natal Veronica Marambio Álvarez, gerente administrativa da JetSmart marchello74_Shutterstock O Rio de janeiro é o principal destino da JetSmart no Brasil, com 6 rotas para a Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile
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16 | viajeMais Já foram fenícios, romanos, turcos, ingleses… agora é a sua vez de invadir esse arquipélago com templos pré-históricos, cidades medievais amuralhadas e o azul cristalino do Mediterrâneo malta está em alta! |Malta| javarman _Shutterscotck Por Tales azzi
viajeMais | 17 Skyline da capital Valeta, na ilha de malta, erguida no século 16 No mapa da Europa, Malta é só um pontinho — ou três se olhar mais de perto já que se trata de um arquipélago formado pelas ilhas de Malta (a maior delas), Gozo e Comino, a cerca de 80 km ao sul da Sicília, na Itália. Ainda que seja minúsculo, com apenas 500 mil habitantes, o país oferece tantos roteiros e atrações que talvez não coubessem em um continente inteiro: cidades medievais, templos pré-históricos mais antigos do que as pirâmides do Egito e um litoral muito fotogênico recortado por falésias e por um mar azul cristalino. Mesmo que você já tenha rodado a Europa inteira será difícil não ficar de queixo caído ao chegar em Malta, especialmente na capital Valeta, erguida no século 16 pelos Cavaleiros da Ordem de São João, que deixou em igrejas e palácios um dos cenários barrocos mais impressionantes do Mediterrâneo.
18 | viajeMais | Malta O primeira sinal que você chegou a um lugar com personalidade está logo na saída do aeroporto: o trânsito anda pela esquerda, uma herança do período britânico que durou de 1800 a 1964 e moldou muita coisa em Malta, do idioma ao hábito do chá da tarde. Sem demora você chega ao hotel porque não existem longas distâncias nessa ilha de 27 km de comprimento. Em uma hora de carro você atravessa a ilha inteira por estradas que conectam cidades praticamente “emendadas” umas às outras. Os 316 km² de área e pouco mais de 500 mil habitantes fazem de Malta o mais densamente povoado da Europa. Mesmo assim, a maior cidade, Birkirkara, é uma “metrópole” de 24 mil moradores. Só que o tamanho pode enganar. Poucos países no mundo concentram tanta história por metro quadrado. Malta esteve em mãos de fenícios, cartagineses e romanos antes de ser governada por séculos pelos Cavaleiros da Ordem de São João, o rico grupo religioso-militar que espalhou pelo arquipélago – e hoje está na bandeira nacional – seu símbolo mais famoso, a Cruz de Malta. Depois vieram novos capítulos turbulentos: domínio britânico (com independência em 1964) e o trauma dos bombardeios na Segunda Guerra Mundial. Mas a viagem no tempo vai ainda mais fundo com os Templos Megalíticos — como Hagar Qim, Mnajdra, Tarxien e Ggantija — erguidos em rochas de calcário por homens pré-históricos a partir de 4 mil anos a.C. São umas das mais antigas construções que existem do mundo. A vida moderna, porém, trouxe outros desafios para o pequeno arquipélago. Malta depende muito do exterior: cerca de 80% dos alimentos consumidos são importados, incluindo a água que
viajeMais | 19 A Lagoa Azul, na Ilha de Comino, a menor do arquipélago e a única desabitada Oleg_P_Shutterstock
20 | viajeMais se bebe, já que o país produz mais vinho do que água potável. A água para uso geral nas torneiras é dessalinizada. A energia também tem conexão internacional: a rede elétrica maltesa é ligada à Itália por cabos submarinos. O turista, claro, nem se dá conta das adversidades que o país soube resolver. Cerca de 3,5 milhões de visitantes desembarcam por lá a cada ano para se deslumbrar com lindas cidades históricas, como Mdina, Rabat, Vitoriosa e Valeta. E também para percorrer o litoral de falésias altas A cidade fortificada de Mdina, em Malta, toda construída em pedra de calcário típico da ilha | Malta que, em vez de longas praias de areia, entregam enseadas escondidas e piscinas naturais. Muitos desses visitantes chegam também pelo mar, já que Malta é um ponto tradicional de parada de cruzeiros no Mediterrâneo. Outros chegam com objetivo de estudar: as escolas de inglês concentradas em áreas como Sliema e St. Julian’s, são bastante tradicionais e atraem pelo custo mais amigável do que destinos clássicos, como Irlanda e Inglaterra. Para os brasileiros, uma boa forma de co-
viajeMais | 21 auDriuS venclova_ShutterStock bce nhecer Malta é com os pacotes oferecidos pela operadora Flot Viagens (www.flot.com.br). Os roteiros, com 5 ou 7 noites, costuram o essencial do arquipélago sem dor de cabeça: passam pelas principais cidades históricas, incluem uma volta pela ilha de Gozo e ainda reservam tempo para os sítios arqueológicos. Com transporte local e guia, a viagem fica prática e confortável. Você não precisa se preocupar com nada, apenas se divertir e caprichar nas fotos. É bom limpar a memória do celular porque você não vai querer perder um só registro. a CrUZ De malta se quiser levar alguma lembrança, nada é mais típico do que a Cruz de Malta, o símbolo da Ordem de são João que virou também o ícone do país e está na bandeira e na moeda nacional. ela ilustra também todo tipo de souvenir, de canecas e brincos de prata.
22 | viajeMais | Malta Valeta encanta mesmo antes de chegar. De longe, avistada do outro lado da baía, a partir da vizinha Sliema, o panorama é belíssimo, com as torres das igrejas sobressaindo sobre suas grandes muralhas debruçadas sobre o mar. Monocromática, a capital de Malta tem tons em terracota, já que tudo ali foi erguido em pedra calcária no século 16. A cidade é pequena para os padrões atuais. Valeta cabe numa caminhada — tem apenas um quilômetro de extensão por 900 metros em sua Valeta: a linda capital de Malta Com igrejas e palácios de pedra, a cidade medieval amuralhada é uma das mais espetaculares da Europa
viajeMais | 23 nulinukas_Shutterstock parte mais larga. Mesmo assim entrega tanta história e beleza arquitetônica que você é obrigado a andar devagar só para comer a cidade com os olhos. De um lado, o Mediterrâneo, do outro, uma cidade planejada pelos Cavaleiros da Ordem de São João para ser perfeita do ponto de vista de segurança contra ataques piratas. Daí suas grandes muralhas debruçadas sobre o mar que a transformaram em uma fortaleza urbana. Sua história começou na urgência. Depois do Grande Cerco de 1565, quando os cavaleiros resistiram ao Império Otomano, ficou claro que Malta precisava de uma nova capital fortificada. A Ordem chamou o engenheiro italiano Francesco Laparelli para desenhar a cidade, e o plano foi levado adiante com ruas retas que descem e sobem em direção ao mar. O passeio começa pela Fonte de Los Tritones, no portal de entrada, e então você se perde (por escolha própria) no emaranhado de ruas estreitas e inclinadas, cruza uma praça, esbarra numa igreja, desce um beco que termina de frente ao mar
24 | viajeMais azul. Há muitos cafés e barzinhos fotogênicos que colocam mesas ao ar livre diante do vai-e-vém de turistas. Valeta é todinha dos visitantes. No coração está o Palácio do Grão-Mestre, um prédio que não foi feito para ser discreto. Imponente, ele é testemunha de 450 anos de história política, primeiro como sede dos Cavaleiros da Ordem de São João, depois como Governor’s Palace no período britânico e, hoje, como gabinete da Presidente de Malta, Myriam Spiteri Debono, a primeira mulher a assumir o cargo em 2024. Depois de uma grande restauração, o Palácio abriu-se quase inteiramente ao público, que pode visitar as State Rooms (salas de estado) e uma exposição de armaduras e armas medievais, uma das maiores coleções do mundo. Quando você já estiver boquiaberto e achar que já viu tudo, surge o Upper Barrakka Gardens, um conjunto de jardins e arcadas no alto da colina, na parte mais alta da cidade. É um mirante para ver Malta do alto. O lugar é o endereço de um “show” clássico: a Saluting Battery, com disparos cerimoniais de canhão — tradicionalmente ao meio-dia e às 16h. Mas o som que prevalece em Valeta é o bada- | Malta trabantos_Shutterstock A cidade é cheia de vielas charmosas com bares e cafés Os arcos do Upper Barrakka Gardens, na parte mais alta de Valeta A Fonte de Los Tritones, na entrada da cidade de Valeta
viajeMais | 25 lar dos sinos das igrejas. São 20 delas construídas com o melhor da arte barroca. A principal é a CoCatedral de São João, com paredes entalhadas e folheadas a ouro. O “co-” do nome vem do status: ela divide a função de catedral com a de Mdina. Nela está a maior pintura de Caravaggio, uma tela monumental de 5,2 x 3,6 metros: A Decapitação de São João Batista (1608), obra que o pintor realizou dentro da própria igreja. O artista também deixou por ali a obra São Jerônimo Escrevendo. Se você quer um “atalho” para entender Malta e sua capital, a dica é assistir ao The Malta Experience: uma apresentação audiovisual que resume a história da ilha em formato de cinema. Quem foram os Cavaleiros, por que Valeta é tão fortificada, de onde vem esse mix de línguas e influências, tudo é explicadinho no filme de 45 minutos com sistema de áudio por fone de ouvido e grade de idiomas (incluindo português). A atração fica na Mediterranean Street, bem na zona do Fort St Elmo. Após assistir ao filme é que você entende porque precisou atravessar um túnel subterrâneo até chegar ao salão de cinema do The Malta Experience. É que durante a Segunda Guerra, toneladas de bombas caíram sobre a cidade - na época sob domínio dos britânicos - e povo cavou túneis e bunkers para se esconder. Enquanto isso, Fotos Tales Azzi trabantos_Shutterstock Muito ouro no interior da Co-Catedral de São João; nela está a pintura A Decapitação de São João Batista, de Caravaggio Canhões na parte alta de Valeta: todos os dias, há apresentações com disparos cerimoniais desses canhões
26 | viajeMais na superfície, boa parte de Valeta virava ruínas. A reconstrução, porém, teve o cuidado de manter o caráter arquitetônico original. Valeta tem grandes cicatrizes, mas não vive delas. A partir da entrada da Valeta fortificada, Malta muda de figurino. Você sai do cenário de muralhas e pedra dourada e, em poucos passos, cai num calçadão à beira-mar que contorna a baía e segue por cerca de 8 km, costurando uma sequência de | Malta cidades coladas uma na outra — Sliema, Gżira, St. Julian’s — como se fosse um único bairro comprido com vista para o mar. É o pedaço mais moderno de Malta com comércio, shoppings e grandes hotéis que viraram referência na orla — como o Barceló e o The Waterfront. O calçadão vive em movimento. Moradores fazem sua caminhada com fone no ouvido, casais passeiam sem pressa, gente de terno atravessa no fim de expediente. No verão, o ritmo muda de vez. Entre um trecho e outro, surgem pontos de banho: pequenas áreas com piscinas naturais entre as rochas e acesso direto ao mar, onde a turma se espalha para nadar, tomar sol e socializar como se estivesse numa grande varanda coletiva. Os quiosques no calçadão ajudam a manter o clima informal e abastecer os turistas com gelatos e um drink no fim da tarde. Em outros pedaços da orla, há imensas marinas – Malta tem a maior quantidade de barcos por quilômetro quadrado do mundo. Elas ficam no primeiro plano, enquanto o skyline de Valeta com suas muralhas dominam o fundo. É um contraste bonito de passado e presente, fortaleza e calçadão. Valeta foi declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1980, um reconhecimento pelo seu rico centro histórico As minibliotecas Malta tem as mesmas cabines telefônicas vermelhas que existem em Londres, mas todas foram desativadas e os telefones deram lugar a livros. Viraram minibibliotecas gratuitas e abastecidas por doações dos próprios moradores. Na 2o Guerra Mundial, os nazistas bombardearam Valeta, que foi reconstruída mantendo a sua arquitetura original Fotos Tales Azzi
28 | viajeMais | Malta Os passeios para o sul da ilha de Malta sempre levam à pequena vila pesqueira de Marsaxlokk, que fica de frente a uma baía salpicada de barcos de pesca artesanais, os luzzu, pintados de cores vibrantes. Todos tem dois olhos de madeira entalhados na parte da frente do casco. São os “Olhos de Oros”, uma herança cultural dos fenícios que, dizem, traz proteção e boa sorte aos navegadores. Os fenícios, assim como os cartagineses e romanos que também passaram por lá depois, deixaram outras influências na vida do vilarejo, como a vocação para o comércio. Por séculos, Marsaxlokk foi um porto comercial e, até hoje, mantém essa tradição em uma grande feira de artesanato que toma conta de boa parte da orla. São centenas de barracas que vendem joias de prata, toalhas de mesa, bugigangas e lembrancinhas em geral. Aos domingos, a feira ganha a extensão de um mercado de peixes. Entre uma volta e outra pelas barracas, a dica é sentar de frente para a baía. O Harbour Lights Cafe tem menu de coquetéis e funciona bem como parada com vista para os barcos. Na orla, há algumas agências vendem passeios de barco que percorrem a costa sul da ilha. Eles levam à St Peter’s Pool (a Piscina de São Pedro), um trecho onde a água do mar fica represada pelas paredes do costão rochoso formando uma piscina verde esmeralda em formato de ferradura. Marsaxlokk e a Blue Grotto No sul da ilha, passeios levam à vilas pesqueiras milenares, piscinsa naturais e cavernas marinhas A feira de artesanato e produtos típicos na orla da vila de Marsaxlokk A vila pesqueira de Marsaxlokk, no sul da ilha: Malta tradicional Tales Azzi dotmiller1986_Shutterstock
viajeMais | 29 A Gruta Azul O sul da ilha ainda guarda o cenário mais conhecido do litoral de Malta, a Blue Grotto, ou Gruta Azul. Trata-se de um arco de 30 metros de altura na falésia que criou uma espécie de caverna marinha. Ela fica a 14 km de Valetta, próximo ao vilarejo de Wied iz-Zurrieq, e é daqueles programas fáceis de encaixar no roteiro sem exigir muito esforço. Você pode admirar o cenário do alto de um mirante no penhasco, bem encostado à estrada e com entrada gratuita; e, se o mar estiver colaborando, fazer um passeio de barco que entra nas cavernas. A graça é justamente fazer as duas coisas — ver o arco e os recortes de calcário lá de cima, e depois conferir por dentro como a luz pinta a água de azul. Nesse caso, é preciso descer a estrada morro abaixo (cerca de 10 minutos a pé) até a pequena enseada de Wied iż-Żurrieq, de onde saem os barquinhos. Os passeios costumam durar cerca de 20 a 25 minutos, navegando pelo arco e entrando em um conjunto de cavernas — é um circuito curto, mas com aquele efeito de “caramba, olha essa cor” quando a luz entra do jeito certo. O segredo para pegar o azul mais bonito é ir de manhã, quando o sol costuma favorecer o reflexo e a luminosidade dentro das cavernas. Um mergulho na St. Peter’s Pool (a Piscina de São Pedro) A Blue Grotto, uma caverna marinha formada pela erosão das falésias de calcário Parilov_Shutterstock Monika Cizmarova_Shutterstock
30 | viajeMais | Malta A Praia de Kendwa tem mar calmo e com muitos peixes e estrelas do mar A maior viagem no tempo que você poderá fazer em Malta não se deve a fenícios, romanos ou cavaleiros medievais, mas aos homens préhistóricos que construíram os Templos Megalíticos de Malta, um conjunto de santuários erguidos com grandes blocos de pedra calcária a cerca de 6 mil anos, ou seja, mais antigos do que Stonehenge ou as Pirâmides do Egito, e fazem parte da lista da Unesco das mais ancestrais construções do planeta. O grande destaque do roteiro é Hagar Qim, no sul da ilha, perto da cidade de Qrendi. Esse templo circular de rochas foi construído na crista de um morro próximo ao mar. Sua porta de entrada inclui Os Templos Megalíticos de Malta Malta guarda diversos templos de pedras erguidas por homens pré-históricos a cerca de 6 mil anos, mais antigos do que as pirâmides do Egito o maior bloco usado na arquitetura megalítica maltesa, tem 57 toneladas, e há um monólito com cerca de 5,2 metros. É intrigante imaginar como os homens pré-históricos conseguiram mover tais rochas e encaixá-las com tamanho precisão sem ajuda de guindastes. A hipótese é que, depois de extrair os grandes blocos, os construtores os moveram com alavancas e rolos de madeira. Quando se olha bem de perto dá para ver alguns detalhes impressionantes, como as passagens “porthole” com abertura recortadas num único bloco e as câmaras onde os malteses pré-históricos faziam seus rituais e estudos de astronomia. Os trabalhos de escavação em Hagar Qim começaram por volta de 1839. Na época o que se via no local era basicamente um monte de terra e só as pontas das maiores pedras apareciam. Foi o suficiente para atiçar a curiosidade dos arqueólogos. Em 2008, Hagar Qim ganhou uma cobertura, uma tenda branca, para protegê-lo e reduzir a erosão das rochas. Não chega a atrapalhar as fotos, é o preço justo para manter o templo de pé por mais tempo. A visita em Hagar Qim é bem organizada. Começa em um centro de visitantes que tem maquetes e áreas de exposição com detalhes sobre as técnicas de construção do templo. A experiência completa pode levar uma hora ou até a tarde toda dependendo do interesse do visitante. Há um audioguia gratuito: só escanear um QR code e fazer O templo pré-histórico de Hagar Qim, erguido com pedras de muitas toneladas no sul da ilha de Malta Fotos Tales Azzi
viajeMais | 31 o tour pelo celular. Ao contrário de Stonehenege, aqui você pode atravessar o portal de entrada (onde ninguém resiste a uma foto) e caminhar no interior do templo. Há uma passarela com cerca de dez metros de extensão que atravessa o conjunto de um lado à outro. Uma segunda construção, o Mnajdra, fica a apenas 500 metros de distância, interligado por uma passarela de madeira, que também pode ser visitado com o mesmo ingresso. O país ainda soma outros 23 sítios arqueológicos com cerca de 6 e 3 mil anos, como Ggantija (Gozo), Tarxien, Ta’ Hagrat e Skorba (Malta). É possível percorrer o interior do templo de Hagar Qim, que ganhou um toldo branco para reduzir a erosão das pedras e preservá-lo por mais tempo
32 | viajeMais | Malta A antiga capital de Malta, no centro da ilha, parece saída de um romance capa e espada. E, de certa forma, foi mesmo. Em suas ruas medievais foram gravadas várias cenas da primeira temporada da série Game of Thrones. Erguida no alto de uma colina, na parte mais alta do território de Malta, a Cidade Silenciosa, como foi apelidada, é cercada por altas muralhas e acessada por Mdina e Rabat A cidade fortificada que foi cenário de Game of Thrones, a gruta onde viveu o apóstolo Paulo e o incrível milagre da bomba que atingiu uma igreja mas não explodiu A muralha e a ponte de pedras no portal de entrada principal de Mdina, na ilha de Malta A Catedral de São Paulo, no centro da cidade de Mdina Angelo DAmico_shutterstock
viajeMais | 33 Mdina é uma cidade medieval amuralhada e foi apelidada de Cidade Silenciosa uma ponte de pedra com arcadas. Seu interior é um emaranhado de vielas estreitíssimas, onde carros não conseguem circular, mas com palácios imponentes e uma linda igreja, a Catedral de São Paulo, erguida no tempo em que Mdina era morada de nobres e cavaleiros. Incluindo a igreja, todas as construções que você enxergar em Mdina foram construídas a partir de século 17, embora os primeiros registros de ocupação do lugar datam do século 7 a.C., quando os fenícios fundaram uma pequena cidade fortificada. Mais tarde, os romanos assumiram o controle em 218 a.C., ampliaram as muralhas e a batizaram de Melite. Por séculos, a função da cidade era defender a antiga capital romana. A Cidade Silenciosa, porém, não é nada quieta. Há muitos turistas em toda parte e charretes circulam oferecendo um city tour. Para onde você olhar vai encontrar um canto fotogênico, seja nas vielas com suas antigas luminárias, nos balcões de estilo barroco dos casarões ou nas estátuas de pedra que decoram fachadas. Cafés charmosos surgem à frente de palácios. Restaurantes ocupam pátios internos floridos. E, no alto da muralha, o mirante revela um lindo panorama da ilha, com os campos verdes e o azul do Mediterrâneo ao fundo. Não demora muito para percorrer suas ruas. Mdina é pequenina, tem apenas 800 metros de uma ponta a outra e num par de horas caminhando, assim como fazem seus 250 moradores, você já a desvendou completamente. As construções de Mdina são do século 17, mas foram os fenícios que primeiro ocuparam o lugar há cerca de 2.700 anos Carros não circulam em Mdina, que é feita só de vielas estreitíssimas Fotos Tales Azzi
34 | viajeMais Apenas uma rua separa Mdina da cidade vizinha de Rabat, então dá para conhecer as duas no mesmo turno. Rabat ficou conhecida pela passagem do apóstolo Paulo no ano 60 a.C, durante um período crucial da expansão do Cristianismo pelo Império Romano. Essa história é contada no livro Atos dos Apóstolos, do Novo Testamento. Paulo chegou em Malta como náufrago após uma tempestade arrastar a embarcação que o transportava como prisioneiro para Roma. Os habitantes da ilha acolheram os sobreviventes e acenderam uma fogueira. Enquanto juntava lenha, Paulo foi picado por uma cobra mas não sofreu mal algum, o que fez os malteses acreditarem que ele fosse um deus. Os moradores passaram a levar doentes à presença de Paulo para realizar curas. A fama do santo chegou aos ouvidos de Públio, o principal oficial romano da ilha, que levou Paulo para curar seu pai doente. Agradecido, Públio concedeu a liberdade à Paulo, que, durante três meses, espalhou o evangelho em Malta antes de retomar a viagem à Roma. A gruta onde o santo viveu na cidade de Rabat virou um ponto de peregrinação católica. Diversos papas já estiveram ali, como João Paulo II (em 1990), Bento XVI (em 2010) e o Papa Francisco (em 2022). O acesso à Gruta de São Paulo é feito por uma escadaria dentro do Museu Wignacourt. Lá embaixo, o espaço acanhado e silencioso, iluminado com luz baixa, guarda estátuas de mármore do santo e uma pequena capela. A atmosfera é de devoção e a visita, embora rapidinha, tem um imenso peso histórico. Ao norte de Rabat, está uma das igrejas mais famosas do país: a Rotunda de Mosta, oficialmente a Basílica-Santuário da Assunção de Nossa A Basílica Rotunda de Mosta foi cenário de um milagre: uma bomba atingiu a igreja e não explodiu Em Rabat, está a gruta onde viveu o apóstolo Paulo no ano 60 d.C, durante os três meses que passou em Malta | Malta Fotos Tales Azzi
viajeMais | 35 Senhora. A fachada neoclássica, com pórtico e colunas, parece ter emprestado um pedaço de Roma ao miolo da ilha. E não é impressão: o projeto é inspirado no Panteão, com uma planta circular e uma cúpula que domina o horizonte da cidade. É uma das maiores cúpulas sem apoio interno do mundo: o domo tem cerca de 40 metros de diâmetro. A obra do arquiteto maltês Giorgio Grognet de Vassé foi concluída no início da década de 1860. Além de fotogênica, a Rotunda de Mosta é um capítulo dramático da Segunda Guerra. Em 9 de abril de 1942, durante um ataque aéreo, uma bomba de 500 kg atravessou a cúpula e caiu no interior da igreja sem explodir. O episódio ficou conhecido como o “O Milagre da Bomba”. Na visita, é possível ver uma réplica da bomba na sacristia com outras curiosidades e fotos do ocorrido. Na lateral da Rotunda de Mosta há pequenos restaurantes que servem boa comida típica maltesa Do alto das falésias Dingli, perto de Mdina, há um belo visual da costa da ilha de Malta As falésias Dingli A menos de 20 minutos de carro da Mdina, as falésias costeiras exibem os cenários mais dramáticos do litoral oeste de Malta. Os penhascos de calcário chegam até 253 metros de altura e despencam vertiginosos no Mediterrâneo. O trecho, conhecido como Dingli Cliffs, é um bom mirante natural para a natureza da ilha. O passeio é simples. O carro fica estacionado na beira da estrada e você caminhar sem pressa ao longo da borda, de preferência perto da Capela de Santa Maria Madalena, minúscula e fotogênica, posicionada à beira do penhasco — com uma história de quase 400 anos.
36 | viajeMais A Ilha de Gozo O passeio começa no ferry, passa por fortalezas históricas e altas paisagens até terminar ao pôr do sol Visitar a ilha de Gozo, a segunda maior do arquipélago, é um grande barato, além de muito fácil já que a travessia de ferry saindo do Terminal Marítimo em Ċirkewwa, ao noroeste de Malta, leva só 20 minutos (são 3 km). Gozo tem a metade do tamanho de Malta, com apenas 14 km de uma ponta a outra, e apenas 500 mil habitantes. É bem mais verde e rural, com cenários selvagens e um litoral marcado com dramáticas falésias. Diretores de cinema amam o lugar, que já foi cenário para diversos filmes, incluindo O Conde de Monte Cristo (2002) e o musical Popeye (1981) com Robin Williams. A maioria dos visitantes em Gozo chegam apenas para passar o dia e já dá para ter uma boa amostra. A capital Victoria é famosa pela histórica forticação da Cittadella, uma fortaleza erguida na parte mais alta da cidade pelos árabes no século 9 e, mais tarde, ampliada pelos Cavaleiros da Ordem de São João. O complexo é aberto e gratuito. Logo na entrada, ao cruzar o portal de sua espessa muralha, há um pátio defronte à Catedral de Assunção, de 1711, ponto de partida para explorar suas vielas estreitas. Algumas casas abrigam espaços que costuram o passado de Gozo: Visitor Centre, Museu de Arqueologia, Old Prison e a Gran Castello Historic House. Um bilhete de €5 dá acesso a esse circuito principal de museus. O passeio segue até o topo da muralha, de onde se avista longe. Dizem que, em dias de céu claro, é Ferry para Gozo Os ferries do Terminal Marítimo em Cirkewwa operam 24 horas por dia. O fluxo das viagens acontece a cada 45 minutos, em média, com maior frequência nos horários de pico. Também dá para sair de Valetta, com as empresas Gozo Fast Ferry e Virtu Ferry, mas a viagem toma mais tempo, cerca de 45 minutos, e as embarcações não transportam veículos. | Malta Fotos Tales Azzi Caminhada pelas muralhas da Citadella, uma fortaleza árabe do século 9
viajeMais | 37 possível até a Sicília, a cerca de 90 km de distância. Do lado de fora da fortaleza, a capital Victoria também tem seu agito, especialmente em frente a Praça da Independência, que é tomada pelas mesas dos cafés. Dela partem diversas ruas com muitas lojas de produtos típicos que ficam expostos do lado de fora para atrair turistas. Nada é mais tradicional do que o gbejna, o famoso queijo de ovelha da ilha de Gozo. No litoral, Gozo guarda grandes belezas. A estrela da ilha é Dwejra, onde há uma lagoa natural formada pela água do mar que penetra por um túnel da falésia rochosa. Lanchas voadeiras conduzem os visitantes em um passeio que atravessa o túnel com cerca de 100 metros, chega até o mar e segue contornando os penhascos costeiros íngremes com mais de cem metros de altura. Os paredões tem diversas cavidades que formam grutas com água super cristalina - é um dos mais procurados pontos de mergulho com cilindro em Gozo. Ao lado da lagoa de Dwejra havia um arco natural de pedra, o Azure Window, que apareceu em um dos episódios da primeira temporada da série Game of Thrones. Mas em 2017, uma tempestade desmoronou a estrutura e Gozo perdeu um dos seus principais cartões-postais. Lagoa marinha com água que penetra pelo túnel de uma falésia e, abaixo, uma piscina natural em Dwejra Ruas animadas e muito comércio de produtos típicos nas ruas de Victoria, a capital da ilha de Gozo No litoral de Gozo, a estrela é Dwejra, onde foram gravadas cenas da série Game of Thrones Liliana Marmelo_shutterstock
38 | viajeMais Comino A menor das ilhas atrai pela Blue Lagoon, uma enseada com mar turquesa inacreditável No meio do caminho entre Malta e Gozo fica a menor ilha do arquipélago, Comino. Selvagem e despovoada, a ilha é uma reserva ambiental de paisagem seca, vegetação baixa e mar translúcido. O principal motivo para ir até lá é conhecer a Blue Lagoon: uma enseada rasa com fundo de areia branca que torna a cor da água tão turquesa que parece resultado de Photoshop. É sem dúvida, o pedaço da costa de Malta mais instagramável. No verão, o lugar fica lotado, e por isso, o governo de Malta, em 2025, limitou o acesso na ilha para, no máximo 4 mil visitantes a cada turno. A reserva é gratuita e realizada no site www.blcomino.com. Para chegar até Comino só mesmo de barco, e diversas empresas oferecem o passeio a partir do Terminal Marítimo de Cirkewwa e Marfa (Malta) ou de Mgarr (Gozo). Uma vez lá o esquema é simples: banho de mar, mergulho com snorkel e repete até cansar. Para uma pausa fora d’água, se o passeio permitir, vale caminhar até Torre de Santa Maria, uma das poucas construções da ilha, construída em 1618. Ela fica num ponto alto e entrega uma vista com Malta e Gozo no mesmo quadro. | Malta Parilov_shutterstock Comino é uma ilha selvagem e desabitada, para conhecer só em passeios de barco
viajeMais | 39 Gastronomia Maltesa Conheça alguns dos pratos mais típicos e os segredos do vinho maltês Por estar em uma ilha, a gastronomia de Malta naturalmente se vale bastante de peixes e frutos do mar mediterrâneos. Para preparar as refeições do dia a dia, o maltês compra mais peixes do que carne vermelha no supermercado. Além disso, a proximidade com a Sicília trouxe a influência da culinária italiana e a paixão pelas massas. Em toda parte, há algum restaurante aberto por imigrantes italianos. Não perca um jantar no Le Majoliche, em St. Julian’s. O prato nacional de Malta, porém, não é peixe e nem massas, mas sim a carne de coelho, ou Fenek, como eles chamam por lá. Pode ser preparado frito com alho e acompanhado de batatas fritas; ou em um ensopado de cozimento lento, a Stuffat Tal-Fenek, que leva vinho, O pastizzi é uma espécie de folhado com recheio de ricota O ensopado de coelho (Stuffat Tal-Fenek) é o prato mais emblemático de Malta HanzoPhoto_shutterstock CKP1001_shutterstock
40 | viajeMais cenoura, tomates, ervas e cebolas. Nas áreas rurais de Malta, muitos moradores criam os coelhos para consumo próprio, tal como se faz com galinhas no Brasil. Outro clássico local é o Bragjoli, um bifê a rolê com um recheio preparado com pão ralado, bacon, salsa e ovo. Nos buffets dos hotéis, sempre há um pequeno pastel assado de massa folhada crocante que pode ter recheio de ricota ou pasta de ervilha. É o Pastizzi, o salgado mais popular do país, consumido em lanches da tarde ou no café da manhã. Você vai encontrá-lo à venda em qualquer quiosques de rua, que também oferecem a Imqaret, um doce árabe frito com recheio a base de tâmaras. Mas o melhor bônus gastronômico de uma viagem à Malta é o vinho. Com um terroir marcado pela brisa salgada e o solo de calcário, Malta tem cerca de uma dúzia de vinícolas espalhadas pelos campos baixos que contornam seus vilarejos de pedra. Produzido em pequena escala, toda a produção da bebida é consumida lá mesmo pelos próprios malteses. Mesmo assim, o país já possui duas áreas com Denominação de Origem Controlada, a DOC Malta (na ilha principal) e a DOC Gozo (na ilha mais o pior refrigerante do mundo O Kinnie é o refrigerante mais típico de Malta, produzido ali desde 1952. Os malteses adoram e o consomem mais do que Coca-Cola. Ele tem a cor parecida com o guaraná mas é extremamente amargo. | Malta Malta produz mais vinho do que água, tem uma dúzia de vinícolas e duas áreas com Denominação de Origem Controlada rural do arquipélago). Entre um passeio e outro, você pode reservar um tempo para ir à vinícola Meridiana Wine Estate, em Ta Qali, no centro da ilha de Malta. Inaugurada em 1987, com vinhedos espalhados onde havia uma base militar inglesa da Segunda Guerra Mundial, a Meridiana oferece tour e degustação, uma oportunidade para provar as principais estrelas das taças de Malta, o branco da casta Girgentina e o tinto Gellewza. Entre as vinícolas mais tradicionais estão a Marsovin, de 1919 com peso de “instituição” local, e Emmanuel Delicata, fundada em 1907. Fotos Tales Azzi A vinícola Meridiana Wine State, no centro da ilha de Malta, é aberta à visitação e degustações O branco Girgentina e o tinto Gellewza são as castas mais reconhecidas de Malta
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