26 | viajeMais na superfície, boa parte de Valeta virava ruínas. A reconstrução, porém, teve o cuidado de manter o caráter arquitetônico original. Valeta tem grandes cicatrizes, mas não vive delas. A partir da entrada da Valeta fortificada, Malta muda de figurino. Você sai do cenário de muralhas e pedra dourada e, em poucos passos, cai num calçadão à beira-mar que contorna a baía e segue por cerca de 8 km, costurando uma sequência de | Malta cidades coladas uma na outra — Sliema, Gżira, St. Julian’s — como se fosse um único bairro comprido com vista para o mar. É o pedaço mais moderno de Malta com comércio, shoppings e grandes hotéis que viraram referência na orla — como o Barceló e o The Waterfront. O calçadão vive em movimento. Moradores fazem sua caminhada com fone no ouvido, casais passeiam sem pressa, gente de terno atravessa no fim de expediente. No verão, o ritmo muda de vez. Entre um trecho e outro, surgem pontos de banho: pequenas áreas com piscinas naturais entre as rochas e acesso direto ao mar, onde a turma se espalha para nadar, tomar sol e socializar como se estivesse numa grande varanda coletiva. Os quiosques no calçadão ajudam a manter o clima informal e abastecer os turistas com gelatos e um drink no fim da tarde. Em outros pedaços da orla, há imensas marinas – Malta tem a maior quantidade de barcos por quilômetro quadrado do mundo. Elas ficam no primeiro plano, enquanto o skyline de Valeta com suas muralhas dominam o fundo. É um contraste bonito de passado e presente, fortaleza e calçadão. Valeta foi declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1980, um reconhecimento pelo seu rico centro histórico As minibliotecas Malta tem as mesmas cabines telefônicas vermelhas que existem em Londres, mas todas foram desativadas e os telefones deram lugar a livros. Viraram minibibliotecas gratuitas e abastecidas por doações dos próprios moradores. Na 2o Guerra Mundial, os nazistas bombardearam Valeta, que foi reconstruída mantendo a sua arquitetura original Fotos Tales Azzi
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