34 | viajeMais Apenas uma rua separa Mdina da cidade vizinha de Rabat, então dá para conhecer as duas no mesmo turno. Rabat ficou conhecida pela passagem do apóstolo Paulo no ano 60 a.C, durante um período crucial da expansão do Cristianismo pelo Império Romano. Essa história é contada no livro Atos dos Apóstolos, do Novo Testamento. Paulo chegou em Malta como náufrago após uma tempestade arrastar a embarcação que o transportava como prisioneiro para Roma. Os habitantes da ilha acolheram os sobreviventes e acenderam uma fogueira. Enquanto juntava lenha, Paulo foi picado por uma cobra mas não sofreu mal algum, o que fez os malteses acreditarem que ele fosse um deus. Os moradores passaram a levar doentes à presença de Paulo para realizar curas. A fama do santo chegou aos ouvidos de Públio, o principal oficial romano da ilha, que levou Paulo para curar seu pai doente. Agradecido, Públio concedeu a liberdade à Paulo, que, durante três meses, espalhou o evangelho em Malta antes de retomar a viagem à Roma. A gruta onde o santo viveu na cidade de Rabat virou um ponto de peregrinação católica. Diversos papas já estiveram ali, como João Paulo II (em 1990), Bento XVI (em 2010) e o Papa Francisco (em 2022). O acesso à Gruta de São Paulo é feito por uma escadaria dentro do Museu Wignacourt. Lá embaixo, o espaço acanhado e silencioso, iluminado com luz baixa, guarda estátuas de mármore do santo e uma pequena capela. A atmosfera é de devoção e a visita, embora rapidinha, tem um imenso peso histórico. Ao norte de Rabat, está uma das igrejas mais famosas do país: a Rotunda de Mosta, oficialmente a Basílica-Santuário da Assunção de Nossa A Basílica Rotunda de Mosta foi cenário de um milagre: uma bomba atingiu a igreja e não explodiu Em Rabat, está a gruta onde viveu o apóstolo Paulo no ano 60 d.C, durante os três meses que passou em Malta | Malta Fotos Tales Azzi
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