48 | viajeMais | EUA Os ventos realmente parecem soprar ao sabor de quem viaja pela Windy City (Cidade dos Ventos), como Chicago é conhecida. E olha que eles nem são tão fortes assim. Há quem defenda, inclusive, que a alcunha não tem origem no fenômeno natural, mas sim na instabilidade dos políticos da cidade durante os tempos da Lei Seca – período em que Al Capone e outros gângsteres ganharam influência na região. Isso porque, de acordo com os interesses e as pressões do momento, o governo ora agradava a um grupo, ora a outro, fazendo com que leis e projetos mudassem de rumo de forma abrupta, como em um vendaval. Hoje, porém, quem reina por lá é a constância. Não à toa, Chicago foi eleita em 2025, pelo nono ano consecutivo, como a melhor cidade grande para visitar nos EUA pelos leitores da renomada publicação de turismo Condé Nast Traveler. E de fato, como num museu a céu aberto que mescla elementos clássicos e contemporâneos, ela tem muito o que exibir a quem chega de fora. Das cinzas aos céus Terceira maior metrópole americana (atrás apenas de Nova York e Los Angeles), Chicago tem muitas histórias para contar. A mais trágica delas, curiosamente, foi a principal responsável por transformar a maior cidade de Illinois em um modelo universal de arquitetura moderna. Um terrível incêndio em 1871 – que, segundo a crença popular, teria começado após uma vaca derrubar uma lanterna sobre um monte de feno No Architecture River Tour, os viajantes conhecem detalhes das construções que viraram referência no mundo, como a Tribune Tower
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