Viaje Mais 297

viajeMais | 49 (embora as causas reais nunca tenham sido confirmadas) – consumiu 80% da região, até então majoritariamente erguida com construções de madeira. Com quase tudo reduzido ao pó, investidores enxergaram o potencial da reconstrução e atraíram, por meio de concursos, arquitetos ávidos por se tornarem ricos e famosos. Assim surgiram, ao longo dos anos, pontes em estilo art déco, áreas verdes e, acima de tudo, prédios. O número de pisos empilhados cresceu pouco a pouco até gerar construções de dez andares (como o Home Insurance Building, de 1885), os primeiros arranha-céus do mundo, que se debruçavam sobre o Rio Chicago e, apenas mais tarde, foram imitados por outras metrópoles. Hoje, é possível observar tudo isso de “camarote” ao fazer passeios de barco pelo rio com foco na arquitetura, como o Shoreline Sightseeing Architecture River Tour. Ao longo do percurso, um guia revela os detalhes das construções que se tornaram referência em todo o mundo, como a neogótica Tribune Tower (1922), que foi sede do jornal Chicago Tribune e abriga atualmente apartamentos luxuosos, e o Marina City (1962), mais moderno e conhecido como “Milho” (Corn Cob) por conta de suas torres gêmeas que parecem espigas e abrigam estacionamentos em espiral. Foi neste tour que descobri que o envidraçado St. Regis Chicago, com 365 metros de altura e 101 andares, é o edifício mais alto do mundo projetado por uma arquiteta (no caso, Jeanne Gang). E também que o nome americano da área

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