viajeMais | 63 Chicago Blues Depois de um bom jantar a pedida em Chicago é curtir outro clássico local: o blues. Há diversas casas que celebram o ritmo na cidade, como o Rosa’s Lounge, simples no visual, mas que costuma receber grandes músicos; o Kingston Mines, onde lendas do gênero aparecem de surpresa; e o Green Mill, frequentado em outros tempos por Al Capone e seus associados. O endereço que mais me agradou, porém, foi o Buddy Guy’s Legends, de acesso fácil para turistas por estar em Downtown e cujo nome dispensa explicações. Mesmo às vésperas de completar 90 anos, Buddy Guy ainda surge por lá ocasionalmente para dar uma palhinha. A ligação de Chicago com o blues é estreita e mudou para sempre a história da música mundial, uma vez que influenciou gêneros como jazz, country e rock. Inicialmente associado à melancolia, o som que nasceu nas plantações de algodão do sul dos EUA a partir da mistura de cânticos de trabalho e religiosos entoados por africanos escravizados encontrou na maior cidade do Illinois, já na década de 1950, o poder dos amplificadores e das guitarras elétricas, dando origem ao chamado Chicago Blues. Vindos do Delta do Mississippi em busca de uma vida mais austera, diversos músicos foram cooptados por gravadoras instaladas ao sul da Michigan Avenue. A mais importante delas, a Chess Records, funcionou em diferentes endereços, entre eles o emblemático 2120 South Michigan O clube de blues Green Mill era frequentado por Al Capone A gravadora Chess Records preserva a história do blues: ali passaram grandes nomes do gênero O Buddy Guy’s Legends, casa que homenageia o guitarrista ícone do blues Divulgação
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