Viaje Mais 297

viajeMais | 77 As diárias são all inclusive e o complexo soma 16 restaurantes de especialidades com serviço à la carte do país — surgem reinterpretados com técnicas atuais e apresentação refinada. Se preferir algo mais informal, alguns pátios do complexo oferecem jantares ao ar livre, com estações de pratos quentes e sobremesas. Esses espaços costumam ter palco com apresentações musicais de diferentes ritmos. Em uma das noites, até músicas do Michel Teló, o cantor brasileiro, entrou no repertório, com direito a coro animado de gringos cantando o hit “Ai, se eu te pego” com um entusiasmo inesperado. Depois do jantar, as atividades noturnas continuam. Todos os dias há uma programação diferente, com shows que acontecem tanto no auditório coberto quanto em arenas ao ar livre. Apresentações circenses, números de mágica, performances de dança e espetáculos musicais se alternam ao longo da semana. Na dúvida sobre o que escolher, o serviço de mordomo faz diferença. Em uma das noites, recebi pelo WhatsApp a programação completa enviada por Angelo, que me ajudou a escolher a apresentação que me animou. Optei por acompanhar o espetáculo de dança no anfiteatro a céu aberto, com coreografias de merengue e bachata, ritmos típicos da República Dominicana. Como o carinho dos dominicanos pelo Brasil é evidente, o show incluiu também uma passagem pelo samba, ainda que em versão estilizada, com dançarinos de chapéu e camisas listradas e dançarinas com plumas no coque do cabelo. Quem não tem pressa de encerrar a noite pode esticar no piano bar, ponto de encontro natural localizado na área comum entre os dois hotéis. O espaço reúne hóspedes de diferentes nacionalidades em torno da música ao vivo e de uma carta variada de bebidas servidas sem restrições. É ali que conversas se cruzam, histórias se misturam e a noite costuma se alongar sem roteiro definido. Entre as bebidas servidas nos bares do complexo, vale prestar atenção em uma presença tipicamente dominicana: a mamajuana. Preparada a partir da infusão de rum, vinho tinto ou mel em uma mistura de raízes, cascas e especiarias, ela é considerada quase um elixir nacional. O sabor é intenso, levemente amargo e aromático, mas surpreendentemente agradável, especialmente para quem aprecia bebidas mais encorpadas. O teor alcoólico é alto e pede moderação. O perfil do público no resort ainda é majoritariamente norte-americano, com forte presença de viajantes do México, mas o grupo Hyatt aposta na ampliação do mercado sul-americano, especialmente Brasil, Argentina e Chile. Pelo ambiente e pela proposta, o complexo parece pronto para receber esse público. Se pudesse sugerir algo a mais, talvez fosse a inclusão de uma estação com sabores brasileiros em um dos restaurantes, como pão de queijo no café da manhã ou feijoada no almoço. Nas festas noturnas, incluiria, claro, uma boa caipirinha preparada com cachaça premium envelhecida. Aí, sim, as noites no resort, provavelmente, não teriam hora para acabar. Além dos restaurantes, há estações com petiscos e comidinhas à beira das piscinas Aida Lima

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