80 | viajeMais | Bombinhas Bombinhas é o menor município de Santa Catarina e cabe inteiro em um península pequena com tamanho equivalente ao de um bairro de São Paulo. Pular de uma praia para a outra é a melhor coisa a se fazer por lá. Em um minuto de carro você chega na praia seguinte. Isso se não for alta temporada, quando o trânsito vira um inferno e testa a paciência de qualquer um. Nessa época, a cidade recebe cerca de 2 milhões de visitantes e as ruas se transformam em uma imensa fila de carros já que não existem caminhos alternativos para rodar pela península. Os moradores já sabem disso e nenhum deles tira o carro da garagem entre dezembro e janeiro, especialmente pela manhã ou no final da tarde, quando a turistada está indo ou voltando da praia. A melhor opção para circular nessa época do ano é alugar uma bicicleta, que resolve muito bem, já que há ciclovias para todo canto e as distâncias são curtas e planas na maior parte. Mas como a maioria dos visitantes são famílias com crianças, o carro é sempre a preferência e daí não tem jeito. Por sorte, depois de fevereiro, tudo volta ao normal. Os argentinos voltam para casa e Bombinhas retoma sua rotina tranquila. A cidade tem uma atmosfera pacata na maior parte do ano. Para tentar controlar essa superpopulação sazonal que agita a vida do município, a prefeitura também estabeleceu regras urbanísticas que ajudam a explicar por que Bombinhas parece mais “humana” do que alguns vizinhos famosos da região, como Itapema e Balneário Camboriú. Não espere encontrar uma floresta de arranha-céus espremendo a areia das praias pois uma lei local proíbe construções com mais de seis andares. O resultado é que a estrela do lugar continua sendo a paisagem e ela aparece em versões bem diferentes dentro de poucos quilômetros. Bombinhas tem praias urbanizadas, com mar calmo e estrutura de férias perfeitas para família; tem cantinhos que ainda lembram vilas de pescadores, onde a rotina parece seguir o ritmo da maré; e tem meia dúzia de praias com cara de segredo, acessadas por trilhas dentro de áreas protegidas que ocupam grande parte do território do município (a própria cidade contabiliza 70% de áreas verdes). Em outras palavras: dá para fazer Bombinhas no modo “conforto total” ou no modo “aventura leve”, com snorkel na mochila e areia nos pés. Outra medida foi a adoção de uma cobrança para os veículos que entram no município: é a Taxa de Preservação Ambiental (TPA), uma espécie de “pedágio do bom senso”. Na prática, ela funciona como um lembrete (em reais) de que uma península pequena tem limites e que alguém precisa bancar o reforço da limpeza, a manutenção urbana e a infraestrutura que faz a cidade continuar linda quando a multidão vai embora. Em 2026, os valores foram reajustados: R$ 40 para carro de passeio pelo tempo da estadia. A cobrança é feita em um posto de fiscalização na entrada da cidade.
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