Viaje Mais Edição 303

VIAJEMAIS | 21 Cerca de 750 mil brasileiros vão a Orlando todos os anos, o que posiciona o país como o terceiro maior mercado de turistas estrangeiros na cidade da Flórida. Em meio a esse público, há um bocado de gente que, como eu, já esteve muitas vezes por lá, o suficiente não para desprezar os parques temáticos (jamais!), mas para querer explorar outros horizontes além dos muros da Disney World, da Universal e do SeaWorld. Por sorte, a cada ano Orlando vem se reinventando. Inicialmente, foi com a oferta de compras, que desde sempre atraiu brasileiros, mas agora está mais refinada do que nunca. Nessa esteira, bons hotéis, restaurantes, experiências esportivas, passeios nos arredores e atividades culturais floresceram para o turismo num nível que, hoje, dão vida a bairros descolados que não fazem feio diante de nenhum outro grande centro cosmopolita americano, como Miami ou Nova York. Colabora para isso o fato de que, se antigamente os pacotes de viagem para a cidade previam dias seguidos em cinco, sete e até dez parques, agora há motivos de sobra para intercalar as visitas aos centros de lazer com outras paragens. Afinal, os ingressos estão cada vez mais caros (uma família de quatro pessoas chega a gastar até US$ 700 só para entrar no Magic Kingdom ou no Epic Universe, por exemplo) e a bateção de perna entre uma atração e outra é extenuante, o que nem sempre combina com o merecido descanso das férias. Diante desse cenário, na hora de montar um roteiro em Orlando, vale muito a pena considerar passar algumas horas relaxantes e divertidas em locais como Winter Park, Winter Garden, Lake Nona, Mills 50 e Downtown. Para quem viaja em família, a programação ainda pode se estender para o Icon Park e incluir passeios nos arredores, como em Rock Springs, onde há uma nascente natural de águas translúcidas. Experiências diferentes é o que não faltam por lá. E o melhor de tudo é que, entre uma escapada e outra, sempre há a certeza de que o Mickey estará à sua espera.

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