Viaje Mais Edição 303

VIAJEMAIS | 51 O Mine-Cart Madness, inspirado no joguinho do Donkey Kong A Paris mágica dos anos 1920 ambienta The Wizarding World of Harry Potter – Ministry of Magic Super Nintendo World, área temática dedicada ao universo do Mário Bros DE VOLTA AO EPIC Minha segunda visita ao centro de lazer mais novo de Orlando ocorreu em 22 de maio de 2026, data exata em que o parque comemorava seu primeiro aniversário. O momento não poderia ser mais interessante para observar como o local vinha se comportando após doze meses de operação, já que coincidia com o início do fim de semana prolongado do Memorial Day, um dos feriados mais movimentados dos EUA. A primeira (boa) surpresa foi que, embora houvesse visitantes por toda parte, o Epic Universe estava tranquilo. Eu esperava por uma grande muvuca, mas a única área que realmente concentrava um movimento mais intenso era Super Nintendo World, algo compreensível diante da popularidade da turma do Mario e da presença de Mine-Cart Madness, montanha-russa inspirada em Donkey Kong que continua entre as atrações mais disputadas do parque. Ao longo da visita, apenas ela e Harry Potter and the Battle at the Ministry, outra queridinha do público, exibiam tempos de espera próximos de 110 minutos, enquanto praticamente todas as demais experiências operavam com filas inferiores a meia hora. Não tenho dados suficientes para afirmar se essa percepção está ligada à capacidade operacional do centro de lazer ou ao controle de visitantes adotado pela Universal. Existe, porém, uma característica do Epic Universe que talvez ajude a explicar a sensação de calmaria. Diferentemente dos demais parques de Orlando, ele foi construído ao redor de uma grande área central chamada Celestial Park, que por sua vez dá acesso aos outros quatro “mundos” do complexo: Super Nintendo World, Dark Universe, The Wizarding World of Harry Potter – Ministry of Magic e How to Train Your Dragon – Isle of Berk. Ocorre que, mais do que um simples corredor de circulação, o espaço funciona como uma espécie de área de respiro. Com jardins, lagos, fontes, restaurantes e caminhos largos, ele obriga o visitante a retornar ao centro antes de seguir para outro universo temático, todos eles marcados pela presença de grandes portais. Na prática, isso parece criar uma distribuição de público mais equilibrada em relação à encontrada em outros centros de lazer e contribui para uma visita menos cansativa. Ao menos, mentalmente. Grandes portais conectam Celestial Park aos quatro mundos temáticos Paulo Basso Jr. Divulgação Paulo Basso Jr.

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