VIAJEMAIS | 63 Expedição da operadora Vivalá leva viajantes a dormir em uma hati, mergulhar em rios transparentes e conviver com indígenas em uma aldeia no Mato Grosso NA TERRA DOS ÍNDIOS HALITI PARESÍ Faz calor em Cuiabá, o que não chega a ser novidade, e o horizonte anuncia que ainda há muita estrada pela frente. São cercade360km,oucincohorasdevan,em direção a Tangará da Serra (MT). O destino final não é hotel, resort ou pousada. É uma aldeia indígena do povo Haliti Paresí, os donos de uma imensa reserva de 560 mil hectares de Cerrado no norte do Mato Grosso. Lá, vou dormir em uma casa indígena tradicional, tomar banho de rio, praticar arco e flecha, aprender palavras no idioma Aruak e interagir com os moradores em conversas ao pé da fogueira. Essa é a proposta da Expedição Haliti--Paresí, um novo roteiro da Vivalá, operadora especializada em turismo de base comunitária. Nosúltimos21kmdocaminhoparaaAldeia Katyalarekwa, o asfalto cede lugar a uma estrada de terra em boas condições. A poeira é um aviso: dali em diante, é preciso reduzir a velocidade, do veículo e do pensamento. Na chegada, escuto a saudação: “sejam bem- -vindos. O Paresí é um povo hospitaleiro”, diz Pedro Kezowe, uma das lideranças da aldeia. Uma família usando vestimentas tradicionais recebe o grupo com canto e dança. Depois, o café é servido dentro da hati, a casa indígena tradicional, construída com madeira, cipós e palha de guariroba. A cobertura desce quase até o chão e filtra a luz do lado de fora. Há qualquer coisa de solene naquela penumbra fresca. Ali, indígenas e visitantes se reúnem, cada um fala quem é, de onde vem e o que espera encontrar. Apresentações feitas e o que poderia ser apenas uma visita já começa a se tornar uma convivência. TEXTO E FOTOS TALES AZZI A aldeia Katyalarekwa, em Tangará da Serra (MT)
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