22 | VIAJEMAIS Art_Gants - Shutterstock Com rios transparentes, cavernas de calcário e um vasto cardápio de aventuras, Bonito virou a capital brasileira do ecoturismo BONITO Bastam alguns minutos com máscara e snorkel em um dos rios cristalinos de Bonito e deixar o corpo flutuar sobre jardins subaquáticos e cardumes para descobrir porque essa cidade do Mato Grosso do Sul ganhou esse sugestivo nome. A cerca de 300 km de Campo Grande, Bonito ocupa a borda da Serra da Bodoquena, uma região de planaltos, rios, cachoeiras e cavernas. É uma paisagem esculpida em rochas calcárias, que a água dissolve lentamente ao longo de milhares de anos, abrindo fendas e salões subterrâneos por onde circulam aquíferos. O mesmo calcário ajuda a explicar o maior truque local: partículas e impurezas se depositam no fundo dos rios com facilidade, enquanto as nascentes brotam límpidas. O resultado são rios que parecem ter passado por um filtro invisível e dão a sensação de nadar dentro de verdadeiros aquários naturais. POR TALES AZZI E AIDA LIMA
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