36 | VIAJEMAIS Poucos lugares oferecem uma vista tão completa de Barcelona quanto o terraço do Museu Nacional d’Art de Catalunya | MSC SPLENDIDA Vou fazer mais uma daquelas confissões de jornalista: fiquei na maior dúvida se deveria falar de Barcelona no início ou no final desta reportagem. Isso porque a viagem começou e terminou por lá. Só que não dava para falar duas vezes da mesma cidade. Acabei optando por trazê-la para o encerramento e misturar os dois momentos. Esta é, aliás, mais uma vantagem dos cruzeiros. Por segurança, é sempre recomendável chegar antes — aviões podem atrasar — e partir depois para aproveitar o destino duas vezes. Barcelona certamente merece muito mais do que isso. Mas já dá para sentir o sabor da cidade fundada pelos romanos há mais de dois mil anos e que cresceu como um dos principais portos do Mediterrâneo. Ao longo dos séculos, desenvolveu uma identidade própria, marcada pela forte cultura catalã, pela criatividade artística e pelo espírito inovador. Claro que Antoni Gaudí está por toda parte. Nosso hotel na chegada era tão bem localizado que permitia ir caminhando até a Casa Batlló. Reformada entre 1904 e 1906 para a família BARCELONA: O INÍCIO E O FIM Gaudí, Picasso, Colombo e a atmosfera única da Catalunha ajudam a explicar por que Barcelona permanece entre as cidades mais fascinantes da Europa Batlló, a construção parece quase viva. A fachada ondulante lembra o movimento do mar, enquanto as varandas evocam máscaras ou crânios, dependendo da interpretação. O telhado colorido costuma ser associado ao dorso de um dragão, numa referência à lenda de São Jorge, padroeiro da Catalunha. Um pouco mais distante, mas ainda perfeitamente acessível a pé para quem gosta de caminhar pela cidade, estava a Basílica da Sagrada Família, a obra mais famosa de Antoni Gaudí e o principal símbolo de Barcelona. Sua A Casa Batlló, de Antoni Gaudí, parada obrigatória
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