VIAJEMAIS | 49 Com quase 15 anos de experiência no setor aéreo, Gabriel Gomes é Country Manager da South African Airways no Brasil e responsável pelo desenvolvimento das operações da companhia na América do Sul. Com passagens pela Gol Linhas Aéreas e por projetos ligados à gestão aeroportuária, acompanha de perto o crescimento do interesse dos brasileiros pela África. Nesta entrevista, ele fala sobre os diferenciais da South African Airways, o potencial turístico do continente africano e os planos de expansão da companhia no mercado brasileiro. Por que escolher a South African Airways para viajar à África? A South African Airways está presente no Brasil há mais de 55 anos e, há mais de 90 anos, conecta pessoas e culturas. Somos a companhia aérea de bandeira da África do Sul e, desde o momento em que o passageiro embarca, procuramos oferecer uma experiência genuinamente sul-africana. Além disso, oferecemos talheres de inox na classe econômica e franquia de duas peças de bagagem de até 32 kg gratuitamente em todas as categorias. Quais destinos a companhia atende? Atualmente operamos quatro voos semanais a partir de São Paulo: dois para Joanesburgo e dois para a Cidade do Cabo. Esta última é a ligação mais rápida entre o Brasil e o continente africano, com pouco mais de sete horas de voo. A partir de Joanesburgo, nosso principal hub, conectamos passageiros a diversos destinos africanos, incluindo Namíbia, Botsuana, Zimbábue, Zâmbia, Nigéria, Costa do Marfim e Angola, entre outros. Também operamos voos para Perth, na Austrália. Lançamos recentemente a rota Cidade do Cabo–Maurício, permitindo combinar facilmente uma viagem pela Península do Cabo com alguns dias nas praias do Oceano Índico. Brasil e África mais conectados Com novas rotas e mais passageiros, a South African Airways aposta no crescimento do turismo entre os dois lados do Atlântico Como você definiria a África para quem nunca esteve lá? Existe uma visão muito limitada sobre a África. Muita gente pensa apenas em safáris ou em turismo de luxo. A realidade é muito mais ampla. Só a África do Sul já oferece uma enorme diversidade de experiências. Existem os safáris, claro, mas também praias, vinícolas, esportes, gastronomia, cultura e rotas cênicas extraordinárias, como a Garden Route. O interesse dos brasileiros pela África vem aumentando? Sem dúvida. Em 2025 registramos um crescimento de aproximadamente 30% no número de passageiros transportados e aumentamos significativamente nossa taxa de ocupação. O fator preço é importante nessa estratégia? Muito. Porém, reduzir custos não significa reduzir qualidade. Significa operar de forma mais inteligente para oferecer tarifas competitivas. Existem planos para ampliar as operações no Brasil? Sim. O mercado brasileiro pede mais voos. Antes da pandemia, já operávamos voos diários e chegamos a ter até dez frequências semanais. Existe demanda para isso. O principal desafio atualmente é a disponibilidade de aeronaves. Todo o setor enfrenta dificuldades para ampliar frotas. Estamos trabalhando para incorporar novos Airbus A330 e, quando isso acontecer, o Brasil certamente estará entre as prioridades de expansão. Na sua opinião, qual a ligação entre Brasil e África? Existe uma proximidade cultural muito grande entre os dois lados do Atlântico e um enorme potencial ainda a ser explorado. Nosso compromisso é continuar aproximando esses dois mundos. E a maior satisfação é ver passageiros retornando encantados, já planejando uma nova viagem. Quando isso acontece, sabemos que estamos cumprindo nossa missão: tornar a África cada vez mais próxima dos brasileiros. |ENTREVISTA| Gabriel Gomes, Country Manager da South African Airways “O mercado brasileiro pede mais voos. Antes da pandemia, já operávamos voos diários e chegamos a ter dez frequências semanais. Existe demanda para isso. Estamos trabalhando para incorporar novos Airbus A330 e quando isso acontecer, o Brasil certamente estará entre as prioridades de expansão.”
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