66 | VIAJEMAIS O Falls Park on the Reedy transformou uma antiga área industrial em um dos espaços urbanos mais agradáveis de Greenville A maioria das cidades pequenas e médias dos EUA tem um perfil semelhante, com uma praça central que reúne algumas atrações e, a partir dela, ruas e avenidas que se entrelaçam feito um tabuleiro de xadrez e conduzem a periferias com casas sem muros ou grades e cercadas por áreas verdes. É bonito, mas quase não se vê gente andando a pé (muitas vezes nem calçada | CAROLINA DO SUL GREENVILLE há), e o carro serve como meio de transporte praticamente exclusivo. Se você já observou lugares assim em filmes, pode apostar que esse é o cenário padrão que irá se deparar ao viajar pelo interior do país. Greenville, porém, decidiu que seria uma exceção à regra. Situada ao oeste da Carolina do Sul, a cidade com pouco mais de 70 mil habitantes investiu em uma região central viva, caminhável e cheia de personalidade, que lembra mais a Europa do que propriamente aos EUA. E há um bom motivo para isso. Na década de 1970, Max Heller, um imigrante austríaco, tornou-se prefeito do município. À época, uma indústria têxtil em decadência tomava conta da região, com moinhos em péssimo estado de conservação projetando-se na paisagem acinzentada. Em meio a tudo isso, o Rio Reddy sofria com o descaso da exploração industrial e praticamente escondia uma joia bem no centro de Greenville: pequenas, porém belíssimas quedas d’água. Os olhos europeus de Heller enxergaram ali um ponto de mudança. E foi assim que surgiu o Falls Park, parque urbano que integra natureza, arquitetura e planejamento urbano de forma inteligente, com trilhas e mirantes em torno da cachoeira e até mesmo uma icônica passarela suspensa que virou símbolo local, a Liberty Bridge. Moderninha e criativa, a cidade é perfeita para explorar em agradáveis caminhadas Shutterstock O Cancer Survivors Park tem belos jardins e está conectado por trilhas a áreas verdes vizinhas e ao centrinho da cidade
RkJQdWJsaXNoZXIy Mzk0Njg=