Viaje Mais 304

56 | VIAJEMAIS | SERRA DA CANASTRA Não se sabe ao certo quando começou a tradição de produzir queijo na Serra da Canastra. Os primeiros relatos escritos sobre um certo queijo aromático e saboroso produzido nas encostas daquelas montanhas foram feitos pelo explorador francês Auguste de Saint-Hilaire, que passou pela Canastra em 1819. O queijo já fazia parte da vida das fazendas muito antes de ganhar concursos mundo afora. Diversas queijarias da região são centenárias e tocadas há muitas gerações de mestres queijeiros. A receita continua a mesma, preparada com leite cru e ainda quente (não pasteurizado), com a massa prensada à mão. A matéria-prima deve vir da própria fazenda. A massa não recebe sal: a salga é feita apenas na superfície depois que o queijo deixa a forma. Aos poucos, penetra na peça sem apagar seus aromas naturais. Depois começa o trabalho silencioso da maturação. O período mínimo é de 14 dias, mas o queijo pode permanecer meses na prateleira para perder umidade, desenvolver casca e concentrar aromas. O sabor característico nasce da combinação entre o rebanho e os microrganismos que existem nas pastagens e na água da serra. Em 2012, o Canastra recebeu selo de Indicação de Procedência em 2012 e entrou para a lista de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco. A melhor parte dessa explicação continua QUEIJARIAS ARTESANAIS E UM QUEIJO COM SÉCULOS DE TRADIÇÃO Mesa de degustação com vista para as montanhas na Queijaria Vale da Gurita O queijo canastra foi reconhecido Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco Fotos Tales Azzi

RkJQdWJsaXNoZXIy Mzk0Njg=